Uma hora de escrita matinal

Hoje experimentei algo diferente. Ou melhor, estou a experimentar algo diferente. Neste momento, são 8h30 e estou precisamente a meio da minha sessão de uma hora de escrita.

Nunca fiz algo parecido, por mais estranho que possa parecer, mas agora que estou em casa, e sendo de manhã o período do dia em que me sinto mais vivo e claro, resolvi experimentar.

Ainda só estou a meio e só tenho coisas positivas a dizer em relação a este experimento. Tenho escrito sobre tudo aquilo que me vem à cabeça no momento, sem privar a minha mente de pensar naquilo que quer, nem de privar os meus dedos de escreverem aquilo que querem. Sinto-me um espetador. Um espetador de uma força maior que escreve, talvez o meu consciente e inconsciente, e eu, apenas como forma física, assisto.

Com este espetáculo, contava apenas libertar-me de palavras presas que tinha e, quem sabe, arranjar ideias para futuros artigos e publicações no Twitter. A verdade é que saiu isso e muito mais. Atingi a um nível de flow na escrita que há muito não atingia. Escrevi pensamentos que sabia que tinha que há muito não os passava para o papel. E agora, lendo tudo o que foi escrito, só quero fazer novamente este exercício amanhã.