Falta de paciência

Hoje deparei-me com um tweet de Jack Butcher que dizia assim: “We make it complicated because we’re impatient.”

Fiquei surpreendido, não vou mentir. Fiquei sem reação e sem saber o que dizer. Isto porquê? Porque é verdade.

A grande maioria das coisas que tomamos como complicadas de obter é porque temos pressa em atingi-las. Se nos focássemos em progredir todos uns dias um bocado, de forma consistente, por muito “complicado” que seja algo, mais tarde ou mais cedo iríamos atingir.

O problema parte em procurar por atalhos. Pois são nesses atalhos onde a dificuldade realmente mora. Como já ouvi dizer: “Se o atalho fosse bom, se chamaria caminho.”

Urgência de viver

No livro “12 Regras para a Vida” de Jordan B. Peterson, há uma parte em que fala da fragilidade da vida e da catástrofe da existência. Hoje ocorreu-me esse trecho do livro e até fui lê-lo novamente.

“Imagine um Ser que é omnisciente, omnipresente e omnipotente. O que falta ao Ser? – A limitação.”

O que seria do Ser Humano se soubesse tudo, se estivesse em todo o lado e se pudesse tudo? Qual seria o seu propósito ao acordar de manhã? Difícil de responder quando já não há mais nada a saber, a conhecer e a conseguir.

É a limitação da vida que a torna especial. É o facto de sabermos que um dia vamos morrer que nos levantamos todos os dias de manhã para darmos o nosso melhor e deixarmos a nossa marca enquanto temos tempo. É o facto de um dia a vida acabar que faz com que tenhamos urgência de viver. Se não, porquê fazer algo hoje quando temos sempre o amanhã?

Pega no teu sofrimento e utiliza-o para o bem

Situações difíceis acontecem na vida qualquer um. Ninguém é diferente neste aspeto e sabes que mais? Ainda bem.

O sofrimento é mais do que o sofrimento em si. É um abre-olhos, é um choque da realidade. É a vida a mostrar-te que esta experiência não é um mar de rosas, e se queres sair por cima dela, tens de lutar.

O facto de conseguires perceber isto já é um bom sinal. Significa que vais pegar nas pedras que a vida te atira e utilizá-las para construir um caminho para uma vida melhor: uma vida com menos sofrimento, uma vida onde tu és mais forte.

Por isso, pega nas adversidades e usa-as para algo de bom. Não deixes que te abrandem, pelo contrário, utiliza-as como motivação.

Uma experiência de experiências

Por vezes dou por mim a refletir sobre a vida. A refletir sobre o que quero dela e o que ela quer de mim. E como é óbvio, acabo por me perder completamente nestes pensamentos sem ter uma resposta objetiva, o que neste caso até é bom que assim seja pois encontro-me com ideias bastante interessantes.

A vida é conjunto de pequenas experiências que perfazem uma experiência maior. Vivemos constantemente a tentar melhorar a experiência seguinte, ou pelo menos a que não seja pior. E com isso, não só otimizamos a vida (ou a perceção dela), como também aprendemos com isso pelo caminho. Mas a questão é: “O que é que estás disposto a aprender pelo caminho?”

Pessoalmente, fascina-me a ideia de experiências novas. Sabendo que a vida é tão limitada, e por vezes mais limitada ainda do que pensamos, penso que seria egoísta da nossa parte não ser assim. Mas, infelizmente, o aprender “tudo” é demasiado vasto para ser exequível, e por isso há que fazer escolhas.

Assim pergunto-te: O que é que estás disposto a aprender enquanto vives esta experiência?

Quando dá certo

Quando dá certo, tudo é cor de rosa. Quando não dá, é o terror.

A verdade é que ambos os percursos são bastante idênticos. A diferença está numa pessoa que foi mais resiliente que a outra.

Toda a gente já lidou com situações que não deram certo, mas poucas lidaram com situações em que deram.

Dito isto, tenta outra vez. E outra vez. Até um dia dar certo.

A Internet tem de tudo

É incrível. Se se costuma dizer que se é demasiado bom para ser verdade é porque não é, eu próprio já duvido da Internet.

Há uns anos atrás (e não há muitos) era difícil aprenderes algo novo. Ou tinhas alguém por perto com essa aptidão, ou o processo poderia demorar muitos e muitos anos até acumulares todo o conhecimento necessário.

A verdade é que com a Internet tudo mudou. Não digo que consegues ser alguém de topo mundial em qualquer coisa apenas por teres acesso, mas consegues aprender o suficiente para fazeres coisas interessantes. E, apesar de todos saberem disto, poucos tiram partido.

Por isso, com isto peço que reflitas. De que lado estás tu? Dos que aproveitam este poço de informação que têm? Ou dos que deixam esta oportunidade passar por eles? Independentemente do lado, tem em mente que nunca é tarde para começar.

Onde encontrar ideias?

Enquanto pensava no que iria escrever, deparei-me com um artigo de Seth Godin em que ele falava sobre ideias. Argumentando que é ao nos expormos a situações novas e desafiadoras que elas aparecem.

Eu concordo. Nos tempos que correm, onde a rotina pode ser monótona, tudo o que fazes no dia-a-dia dentro das mesmas quatro paredes é determinante. Ao início pode não parecer entusiasmante, mas existem mil e uma coisas para fazer, só tens de procurar.

Eu guio-me muito pela novidade. O que é novidade é interessante e o que é interessante é entusiasmante. Enquanto houver novidade, o cérebro não pára, eu não páro, e as ideias não acabam.

Este é o segredo: a novidade.

Quando não é a altura certa

Com o passar do tempo, os teus gostos, interesses e prioridades mudam. Lá por algo não se identificar contigo num momento, não significa que ela não se venha a identificar contigo no futuro.

Por vezes, ao contrário do que pensas, não é o assunto em questão que não é o certo, é a altura. Com o devido “Porquê?” tudo se identifica contigo mais tarde ou mais cedo.

O que podes fazer sabendo isto? Utiliza o presente para trabalhares naquilo com que te identificas hoje. Pois quando as tuas ações são guiadas pela tua curiosidade, tudo se torna mais fácil.

Escrever é diferente de escrever

Escrever não é simples, muito pelo contrário, é bastante complexo.

Escrever depende do contexto, da audiência e do momento. Resumindo, escrever depende de muita coisa. E por isso, escrever bem não serve apenas pelo simples de que se sabe escrever bem. Tem de se também ter em conta todas as variáveis que estão associadas.

Por vezes, ter consciência disto pode ser desmotivador. Pensaste toda a vida que eras bom com palavras e, de um momento para o outro, dizem-te que talvez nem o sejas. Contudo, também pode ser desafiante. Desafiante no sentido que a escrita não é algo estável, é sim algo que varia de acordo com o momento, com o lugar e com as pessoas.

Pensa nisto cada vez que fores escrever algo e adapta-a desta forma. Pode ser que a escrita até te saia melhor, pode ser que te surpreendas.

A história que contas a ti próprio

Já pensaste nela? Já pensaste naquilo que contas a ti próprio todos os dias?

A vida é limitada e o poder humano também, mas muitas vez limitamo-lo mais do que aquilo que ele é realmente. A verdade é que o poder humano é tão grande, que podemos considerá-lo ilimitado, isto porque o limite está tão mas tão longe de nós.

A história que contas a ti próprio é importante. É ela que molda os teus pensamentos, as tuas ações e as tuas decisões. É ela que te vai permitir chegar mais perto ou mais longe do limite real do poder humano.

Por isso, toma atenção a isso. Certifica que alimentas o teu cérebro com as melhores ideias e com as melhores histórias, para que, no final, ele te deslumbre com os melhores desfechos.