Trabalhar menos para trabalhar melhor

Eu escrevo muito sobre pequenos métodos que me podem ajudar tanto a mim como a quem lê a trabalhar melhor. Alguns exemplos de artigos, são por exemplo este, este, ou mesmo este. Hoje trago mais um.

Não é novo para mim perceber que passo quase todo o dia ao computador. O que, inconscientemente, às vezes me leva a procrastinar algo que tenho para fazer nele para depois. Por isso, pensei que minimizando o tempo nele me ajudasse. E claro, claro que ajudou.

Minimizar o tempo de computador dá mais uma vez a sensação de urgência para fazer algo agora, à semelhança por exemplo da Lei de Parkinson.

O que para mim minimizar o tempo de computador faz, para ti pode funcionar outro método. Uma vez que te cause urgência e que te faça realizar as tarefas no presente e não adiá-las para o futuro, tudo bem. Neste jogo não há regras.

Sobre controlar expectativas

As expectativas não têm nenhum objetivo final. Vejo-as apenas como uma fonte de ansiedade e nervosismo. E por isso, há-que saber controlá-las.

Expectativas colocam pressão sobre nós mesmos em coisas que muitas vezes não temos controlo. Não basta querer algo para se obter. Tem-se também de trabalhar para isso e fazer todos os possíveis para que isso se torne uma realidade. Mas, quando isso passa a não depender de nós, porquê preocupar?

A energia que colocamos ao elevar as nossas expectativas sobre algo é desperdiçada. Ou melhor, é contraproducente. Pois não é apenas energia gasta, é energia gasta para possivelmente nos sentirmos pior, e nunca melhor.

Quando algo vai de acordo com as nossas expectativas está tudo bem. Quando algo não corre como o esperado, é que é pior. Independentemente de colocarmos ou não expectativas, o que tem de acontecer, acontece. Se não depende de nós e se está fora do nosso controlo, independentemente da forma como pensarmos, o que tiver de acontecer, acontecerá. Por isso, se calhar, em vez de despendermos energia em expectativas, vamos começar a despender em controlá-las.

Não sigas a nova moda – PaML #10

Hoje li um artigo em que falava na dificuldade de acompanhar as novas descobertas na área de Machine Learning. Dizia ele que de acordo com as estatísticas, atualmente, são publicados 33 000 artigos cientifícios por ano nesta matéria. O que consiste em serem publicados mais de 90 artigos por dia!

Claramente que mesmo que passássemos apenas os olhos por tudo, não conseguiríamos absorver realmente nem 1%. Mas também, a verdade é que nem todos os artigos publicados valem realmente a pena serem lidos… Mas isso é assunto para outro dia.

As modas não significam que sejam os temas que mereçam mais ser trabalhados. Na maioria das vezes não são. Modas saturam assuntos e e isso leva à negligência de outros.

Procura um problema, procura uma negligência e trabalha naquilo que precisa de ser trabalhado. Não te preocupes com o resto.

O objetivo é gostares do que fazes

Este artigo entra em linha de conta com o que escrevi há uns dias atrás “Fazer o que se gosta”, mas hoje li este tweet de François Chollet e fez-me pensar.

Work on things you care deeply about. Things where you will want to get every detail right. Even if no one else understands why you care so much. Because that’s how you do great work. If you find yourself winging it, you should probably be doing something else.

Eu senti o que ele disse e não posso deixar de concordar. O nosso cérebro é inteligente. Ele sabe quando está verdadeiramente estimulado, e quando isso não acontece, ele tenta deambular por aí, procurando por algo mais interessante.

O objetivo é encontrar algo e trabalhar em algo que o nosso cérebro não desconcentre porque, na verdade, ele não queria estar a fazer outra coisa se não isso. O objetivo é trabalhar naquilo que estaríamos a fazer independentemente de tudo o resto. Pois uma vez encontrado, tudo a seguir se torna mais fácil, mais prazeroso, e de melhor qualidade.

Uma oportunidade

Hoje recebi uma oportunidade. Provavelmente, a maior oportunidade até agora nos meus 22 anos de vida. Não sei o que fazer. Tenho muito que pensar. Os pensamentos atropelam-se uns aos outros querendo justificar-se todos ao mesmo tempo, mas felizmente eu sei o que fazer: escrever.

Está por descobrir uma forma melhor de pensar que escrever. Tudo fica mais claro, tudo fica descrito, tudo fica simples.

Eu vou escrever para pensar. Aconselho que faças o mesmo.

Fazer o que se gosta

O trabalho ocupa muitas vezes mais de metade dos nossos dias. Se fazes aquilo que gostas, parabéns por essa vitória, se esse não é o teu caso, nunca é tarde para mudar.

Trabalho que não sabe como trabalho é o objetivo final. Acordar todos os dias entusiasmado pelo que o dia de “trabalho” nos vai oferecer deveria ser o sentimento que todos deveríamos sentir. Pois trabalho que nos traz felicidade, não só é realizado mais facilmente como também a qualidade consegue ser superior.

Claro que para muitos uma mudança de carreira pode não ser exequível, mas ela não precisa de ser de um momento para o outro. Tanto não precisa, como não é sequer o aconselhável.

O que começa por um hobbie, ao longo do tempo, poderá evoluir eventualmente para uma carreira. Claro que quanto mais cedo melhor, mas isso não impossibita de quem começa mais tarde de o conseguir também.

Escolhe um trabalho de que gostes e não terás de trabalhar um dia na tua vida.

Progressos em Python – PaML #9

Nos últimos dias tem sido claro para mim que as minhas habilidades em Python têm sido bastante melhores comparadas há uns tempos atrás. Apesar de ter aprendido esta linguagem há pouco tempo, faz agora este mês 6 meses, sinto que já aprendi muito e estou bastante feliz por isso.

Noto que tarefas que tentava fazer durante dias hoje já me são normais e bastante acessíveis de fazer. Quando tenho um desafio novo, sinto que não só consigo pesquisar melhor sobre nele, ajudando na sua resolução, como também consigo utilizar o pré-adquirido para experimentar fazer.

Aprender Python tem sido uma jornada como poucas. Param além de eu achar divertido, tem muito espaço para a aprendizagem. O que é bom porque independentemente do tempo que passe nisto, aprendo sempre alguma coisa.

Muita aprendizagem ainda está por vir.

Sonhos e objetivos

Dreams without goals are just dreams.

Sonhos não passam de sonhos se não tivermos definido um caminho para atingi-los.
Sonhos não passam de fantasias se não tivermos intenções de um dia vê-los tornarem-se realidade.
Sonhos não passam de falsas esperanças se a única coisa que façamos com eles são gritá-los aos quatro ventos e não trabalharmos neles.

Traça um caminho para para os teus sonhos e torna-os objetivos. Certifica-te que a cada dia que passa fiques um bocadinho que seja mais perto de os realizares. Porque progresso é progresso, independentemente do tamanho dele.

Quando escrever?

Comprometi-me a escrever todos os dias e agora que estou mais por casa, prefiro fazê-lo de manhã. Isto porque a manhã costuma ser minha e só minha, mais tarde, outras tarefas podem aparecer tornando a escrita mais difícil. No entanto, nem sempre consigo escrever de manhã, porque sinto que não tenho nada para escrever.

Eu não escrevo apenas por escrever. Escrevo para aprender e pensar tanto nas ações do passado como nas do futuro. Quero que cada artigo agregue algo tanto a quem o escreveu como a quem o leu, e escrever quando me dá mais jeito, pode não ser a melhor abordagem.

A inspiração e as ideias não têm hora para aparecer. Cabe a nós, durante o dia, tomarmos atenção ao que nos rodeia.

As ideias andam constantemente por aí a cada esquina do pensamento, mas se não olharmos para elas e as confrontarmos, não vale de nada. O mesmo acontece se não dermos tempo para se mostrarem, porque apesar de existirem, muitas vezes elas não se mostram.

Dá tempo ao tempo. Dá tempo às ideias. Deixa a criatividade aparecer quando bem lhe apetecer e agarra-a nesse momento. Não a deixes escapar.

Dizer não e definir prioridades

Hoje disse que não. Sabia que se tivesse aceite não iria ter o tempo disponível que preciso para trabalhar em projetos mais importantes, por isso recusei. Momentos depois senti-me bem, senti-me em controlo.

Dizer não nem sempre é porque não se quer. Por vezes, gostaríamos de aceitar, no entanto, não é o momento ideal.

É importante saber distinguir o que merece mais e o que merece menos o nosso tempo e energia. Caso contrário, não sabemos a o que dar prioridade e isso terá consequências no que quer que estejamos a trabalhar.

Dizer não é uma forma de não nos distrairmos com tarefas que não são nem tão urgentes nem tão importantes. Saber dizer não é essencial.