A balança entre o trabalho e as pessoas

Nos últimos tempos tenho despendido muito tempo a trabalhar tanto no Projeto de Estágio como no Projeto de Investigação. Isso fez com que não tivesse tanto tempo para as pessoas como gostaria de ter.

O facto de trocar o lado social pelo lado profissional é pela ideia de que o façamos por um limitado período de tempo. Hoje é preciso trocar, e faço-o para que amanhã não seja preciso tomar essa decisão. Mas a verdade é que ao completar umas tarefas aparecem outras no seu lugar. Dificilmente uma tarefa é realizada sem outra por fazer aparecer por trás, e o que acaba por escolher o lado profissional pelo social durante umas semanas, facilmente acaba por ser durante meses.

Para o bem do trabalho e para o nosso, há-que balancear ambas as situações e saber o que é realmente urgente e é preciso ser feito agora e o que não é necessariamente urgente e pode ser feito amanhã. Isto porque daqui a uns anos não nos vamos lembrar dos momentos que não trabalhámos, mas sim daqueles em que não visitámos as pessoas que amávamos.

Combater a Lei de Parkinson

A lei de Parkinson diz o seguinte:

O trabalho expande-se de modo a preencher o tempo disponível para a sua realização.

Cronometrar o tempo que temos para cada tarefa é dar uma sensação de urgência para o trabalho que temos em mãos. É uma forma de não adiarmos aquilo que temos para depois, porque sabemos que só temos o agora. E ou é feito agora, ou não é mais feito.

A procrastinação provém de quando temos muito tempo para fazer algo. O nosso subconsciente sabe que não tem necessariamente de fazer algo no presente e por isso adia-o para o futuro, distribuindo o seu foco para tudo e mais alguma coisa. Quando não temos tempo o coração aperta, começamos a suar, é uma corrida contra relógio e o trabalho aparece feito.

Mesmo que não tenhas uma data limite, cria tu uma. Esforça-te a fazer o que tens de fazer nesse prazo e não deixes o tempo passar muito depois do planeado, se não o conceito perde-se e consequentemente o seu efeito também.

Do mundo digital para o mundo físico

Fizemos da Internet um recurso indispensável na nossa vida. Mas apesar de todas as mudanças e do conhecimento deste mundo digital, o mundo físico continua a ser, e será sempre, mais belo.

A Internet é um recurso. Utilizamo-la para melhorar o nosso dia-a-dia e até o nosso mundo físico. Fazemos amigos, damo-nos a conhecer, criamos, consumimos e muito mais… isto tudo para no final de tudo, tirarmos o pé do mundo digital e aproveitarmos tudo aquilo que ele nos deu, no mundo físico.

Uma semana de filmes

Nunca vi muitos filmes ou séries durante épocas de aulas e estágios. Não sei se é por alguma dificuldade em me organizar para conseguir implementar isso nas minhas rotinas, mesmo que os dias sejam mais leves, ou por falta de hábito, mas a verdade é que esta semana vi 3 filmes e adorei.

Talvez o que diga a seguir possa parecer que estou a imaginar coisas onde podem não existir, mas sinto que ao querer ver um filme de noite me forço a trabalhar bem de dia. Pois tenho uma janela de trabalho mais curta, face aquela que tinha inicialmente.

Esta é uma abordagem que tenho experimentado ultimamente. Tirar as noites para mim, neste caso, para filmes. O resultado tem sido positivo, o que me deixa muito contente. Não só o trabalho fica feito, como o dia acaba de uma forma mais leve e confortável.

Um site onde podes aprender Python e Machine Learning – PaML #8

Desde há uns meses para cá, quando comecei esta jornada de aprender Python e Machine Learning, muito tenho pesquisado sobre estes temas. Seja livros, sites ou mesmo artigos, a verdade é que tenho encontrado coisas bastante interessantes, mas existe um site que tenho gostado especialmente.

O site chama-se Kaggle e é provavelmente o maior site relacionado a Ciência de Dados. O que me fascina nele é que tem um bocadinho de tudo. Tem uma área específica para aprender com tutoriais e exercícios. Tem um fórum onde pessoas podem partilhar o que quiserem por lá e até fazerem perguntas. Tem uma área específica para partilhar código e até datasets que podem ser usados por qualquer um. E até tem uma área de competições sendo algumas delas com prémios monetários.

Para iniciantes, acredito que é um bom local para aprender. Sei que qualquer aprendiz quando começa algo novo sente-se um bocado sobrecarregado com a imensidão de informação que encontra pela Internet, mas, como no Kaggle consegues ter um bocado de tudo num sítio só, acaba por ajudar.

Coisas fora do nosso controlo

Não gosto de criar objetivos pelos quais não tenho controlo. Objetivos tratam-se de conseguir algo no final dado um certo nível de esforço e disciplina. Quando esse esforço ou disciplina, mesmo colocado da melhor forma, não alcança necessariamente o objetivo, significa que o objetivo não foi bem delineado.

Posto isto, penso que não devemos pensar tanto em objetivos fora do nosso controlo. Claro que por vezes é mais forte que nós pensar nisso, mas esse não deve ser o nosso foco. No final, poderá trazer desilusão e desmotivação.

O que podemos realmente fazer é aumentar as chances de algo que está fora do nosso controlo acontecer. Mas tudo se resumo em definir bem objetivos e preocuparmo-nos com aquilo que podemos sim controlar.

Planear mais que o normal

Há dias em que à noite entro num dilema: ou reparo que poderia ter planeado fazer mais coisas, já que fiz as que tinha planeado fazer com relativa facilidade, ou continuar a planear de forma “realista” e ficar bem com o tempo que me sobrou durante o dia.

Por um lado, é bom saber que aquilo que planeei fazer durante o dia, é feito com relativa facilidade, mas por outro, penso que poderia fazer um pouco mais e adiantar desta forma aquilo que tenho para fazer.

Sei que a vida é uma maratona e não um sprint. Sei que meter demasiado trabalho no dia-a-dia, por um longo período de tempo, acaba por não ser a melhor ideia (tanto para o corpo, para a mente e até para o trabalho). Mas acredito que haja algo que possa fazer para conseguir atingir a região mediana, ou seja, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Ao planear a mais do que o que talvez seja possível fazer, poderei conseguir mais realizado no final do dia. O que tenho de ter em atenção é não começar a negligenciar todas as outras áreas da minha vida como a social, lazer e exercício físico, pois essas são a fundação para que a área do trabalho corra bem. Algo que também acho importante ter em mente é não me martirizar se não conseguir realizar tudo o que planeei. Saber aceitar e saber que dei o meu melhor é necessário. Temos sempre o dia de amanhã para continuar.

Tenho noção que este mindset não sirva para toda a gente. Isto porque não sei sequer se serve para mim. É por isso que escrevo e experimento de dia para dia abordagens diferentes para perceber isso também. Aconselho-te a fazer o mesmo.

Palavras e ações

Ontem falei sobre a importância de escolhermos bem as palavras que dizemos, hoje quero centrar-me na sua relação que têm com as nossas ações.

Sim, temos de escolher bem as palavras que utilizamos, não só para nos conseguirmos fazer entender, mas também para conseguirmos ser bem interpretados. Mas as nossas ações têm de refletir essas palavras.

Palavras sem ações correspondentes não servem de nada. Não constroem confiança, não constroem credibilidade

Escolhe as tuas palavras com cuidado e atua de acordo com isso.

Escolhe as tuas palavras

É interessante pensar que como formas semelhantes de dizer as coisas muitas vezes significam coisas completamente diferentes. Isto às vezes mudando apenas uma palavra.

Por exemplo, a palavra “Gambling” tem conotação negativa e está ligada ao vício, no entanto a palavra “Gaming” já é mais aceite, estando ligada ao conforto e diversão.

Por vezes, mais importante do que o que queremos dizer é a forma como dizemos. É um assunto que sinto que não é tido tão em conta quanto deveria. Toma atenção a isso. Para o teu bem.

O entusiasmo em aprender algo novo

Aprender coisas novas faz bem. Para além de do que ficamos a conhecer, faz-nos sentir aprendizes uma vez mais, faz-nos sentir que ainda só agora começámos e que temos todo um precurso de aprendizagens e desafios pela frente.

Hoje senti-me assim. Apesar dos últimos tempos ter aprendido muita coisa nova com o meu Projeto de Investigação, sinto que este foi um sentimento “novo”. Soube bem.

Este pequeno artigo serve apenas para te relembrar de aprenderes coisas novas. Faz bem à mente e também à alma.