Fases do jogo diferentes

Na vida cada pessoa joga o seu jogo. Uns abordam-no de forma mais independente e solitária, outros preferem jogá-lo relacionando-se mais com os outros. Mas independentemente do nível de relação entre jogadores, só o próprio jogador sabe em que fase do jogo está.

A vida é muito mais complexa que um videojogo, embora se assemelhe muito a um. No entanto, enquanto num videojogo a fase do jogo é ditada da mesma forma para todos os jogadores, na vida esta só é ditada pelo próprio. Já que as perceções, emoções e experiências são apenas sentidas pela pessoa que as vive.

Sabendo isto, foca no teu jogo, no teu percurso. Aceita não saberes exatamente a fase do jogo dos outros e aceita seres o responsável pela fase do jogo em que estás e em que fase estarás no futuro.

Nem tudo é tão mau quanto aparenta

Assim como eu, tenho a certeza que tu também já pensaste que o mundo iria desabar por alguma razão específica. Não menosprezando o que quer que já tenhas passado, a verdade é que o nosso cérebro tende a magnificar os nossos problemas. Causando-nos ansiedade, nervosismo e o sentimento de dúvida constante.

Como se isto já não fosse mau o suficiente, dizer ao nosso cérebro “nem tudo é tão mau quanto aparenta” parece não ser uma solução definitiva. Já que ele tende a ouvir e ignorar.

Agora, o que eu acho que se pode tornar uma solução definitiva, não é de todo uma solução a curto prazo. Sabendo que a prática constante de uma ação leva ao hábito, será a ação constante de nos colocarmos em situações em que “o mundo vai desabar” que nos iremos apercebendo que o mundo não vai de facto desabar.

Diz e repete: “Nem tudo é tão mau quanto aparenta”. Se o cérebro não te der ouvidos hoje, um dia vai dar quando se aperceber disso através de experiências.

Dá o teu melhor

Ninguém te pede mais que isso. Simples assim.

Apesar de ser simples, isso não significa que seja fácil. É sim bastante trabalhoso. No entanto, tudo é recompensado no final.

Aproveita o que queres que tenhas de fazer. Mergulha nisso completamente. Dá o melhor de ti. E aproveita os frutos do esforço no futuro.

Toma iniciativa

Sê a pessoa que quando é preciso fazer algo, faz.
Sê a pessoa que quando é preciso dizer alguma coisa, diz.
Sê a pessoa que quando é preciso alguém, estás presente.

Não esperes por ninguém fazer o que tu próprio podes fazer. Dá o passo em frente. Não tenhas medo.

Sê a pessoa que toma iniciativa.

Pensa no futuro

Se não pensas todos os dias quando deitas a cabeça na almofada como será o futuro se tudo por aquilo que trabalhas der certo, tu realmente queres assim tanto isso?

Pessoalmente, não consigo evitar. É algo que me ocorre naturalmente e fico contente que assim seja. Dá-me visão. Motiva-me para que no dia seguinte faça de novo aquilo que é preciso ser feito.

É fácil largarmos bons hábitos e disciplina quando trabalhamos em rumo de algo abstrato. Não há especificidade. Especificidade essa que é necessária para sabermos para onde caminharmos e para sabermos porque caminhamos.

Pensa no que fazes, porque o fazes e como a tua vida pode mudar no futuro com isso. Experimenta.

Um livro para leres

Estou a mais de meio da leitura de Para além da Ordem, a continuação por assim dizer de 12 Regras para a Vida, de Jordan B. Peterson e está a ser tão bom ou melhor que o primeiro.

Não é novo o meu apreço pelo trabalho deste Psicólogo. Li os outros dois livros que publicou (Mapas do Sentido e 12 Regras para a Vida) e ambos são fenomenais. O primeiro é tão complexo que merece ser lido, digerido e relido, mas o segundo é bastante acessível e pode literalmente mudar a tua vida se levares as regras que ele dá para a tua rotina.

Para além da Ordem foca-se no tema da responsabilidade e disciplina. Argumentando a partir de mais doze regras que para o Homem procurar sentido na sua vida, tem muitas vezes de se aventurar em terrenos desconhecidos.

Quando acabar esta leitura, venho atualizar este artigo. Por enquanto, podes tu também pegar neste livro e começar a lê-lo. Não te vais arrepender.

Concentração, vícios e muito mais

Há uns tempos escrevi um artigo sobre pessoas interessantes em que disse que gostava de fazer uma lista com muitas delas com anotações dos seus trabalhos, projetos e ideias. Hoje posso dizer que essa lista é real e por isso venho partilhar o trabalho de uma pessoa que encontrei ontem e que me identifiquei muito com o seu trabalho.

O afortunado é Andrew Hubermen, neurocientista e professor no departamento de Neurobiologia da Universidade de Stanford. Conheci-o através do podcast de Lex Fridman (este episódio) e até passei os olhos por mais podcasts com ele (como é o caso deste com Rich Roll como entrevistador).

Como pessoa que desde sempre foi interessada em entender como a mente funciona e como conseguimos tirar mais partido dela, achei o conteúdo de Andrew Huberman fenomenal. Ele está muito dentro da área da concentração, vícios e sono.

Se és alguém que se interessa por este tipo de tópicos, recomendo vivamente que sigas o trabalho deste indivíduo. Podes começar por assistir aos dois episódios que sugeri acima. Soube hoje que ele próprio tem um podcast, Huberman Lab Podcast, mas ainda não me debrucei sobre ele.

Acredito que tenho e temos muito a aprender com ele. Certamente vou acompanhá-lo no futuro.

A perfeição é um mito

Hoje li um artigo de Seth Godin que merece ser falado e partilhado. O artigo tem como título “Perfect or we’re not going” e fala sobre como o conceito de “perfeito” não se incorpora em quase nada da nossa vida. E, como o artigo diz:

“In fact, it’s a great excuse for the things we’re afraid to do”

A perfeição é uma das desculpas mais comuns para não se começar algo. Seja porque se diz que não se está suficientemente qualificado, seja porque se pensa que não é nenhuma autoridade, o que seja. No entanto, ter consciência que a “perfeição” é uma desculpa é o primeiro passo para ultrapassá-la.

Se com este artigo quero que leves alguma coisa é que a perfeição é um mito. A perfeição não é atingível, não te deixes enganar por ela.

Aprende com os erros dos outros

Não é preciso passar muito tempo pela Internet para perceber que em todo o lado estão pessoas que partilham os erros que cometeram na sua jornada. Tudo para que quem lê aprenda algo com eles e não os cometa ao longo da sua.

É verdade que os nossos erros têm ensinamentos especiais. A falha tocou-nos de verdade. Sabemos o que fizemos, o que correu mal com isso, e por isso tentamos abordagens diferentes no futuro para não errar novamente. No entanto, os erros dos outros são ensinamentos gratuitos. Ensinamentos que não sofremos falhas colaterais, ensinamentos que não nos levaram a montanhas-russas emocionais. Estão ali para ti, sempre, à espera que os aproveites.

É verdade que nem todos se identificam connosco, mas não é aí que está a questão. O importante é perceber que esses ensinamentos existem, procurá-los, e aceitá-los se percebermos que vamos beneficiar com eles.

Não temos de aprender tudo com base nas nossas experiências, aprende com base nas experiências dos outros também.

Regra 80/20

Também conhecido como o princípio de Pareto, esta regra diz que para muitos eventos, aproximadamente 80% dos efeitos provêm de 20% das causas.

Sabendo isto, podemos fazer escolhas mais acertadas em várias vertentes da nossa vida.

Nos hábitos.
Nas escolhas diárias.
Nos nossos objetivos.
Nas nossas relações.

Entre muitas das escolhas que podemos fazer, existem umas que conseguem trazer mais benefícios que outras. É ao termos atenção a princípios como este e analisarmos cada escolha, que conseguimos perceber exatamente isso.