A falácia da probabilidade de se tornar bilionário

Na segunda parte do artigo “Life Advice: Become a Billionaire” intitulado como “Become a Billionaire Part II: You’re Not Even Trying”, o autor explica como as probabilidades que damos a este acontecimento acontecer estão erradas. Sendo elas melhor do que pensávamos.

Quando, por alto, calculamos as probabilidades de algo acontecer, neste caso de ser bilionário, tomamos em conta a totalidade da população, o que acaba por consequentemente resultar em probabilidades mínimas de algo acontecer. No entanto, a verdade é que dentro dessa população existe um número considerável de pessoas que não querem nem trabalham para que isso lhes aconteça, o que aumenta imediatamente a probabilidade de acontecer a quem trabalha para isso.

Assim, o autor argumenta que para estimar a probabilidade da melhor forma, não a devemos calcular tendo em conta a população na sua totalidade, mas sim calculá-la condicionalmente aos que querem realmente que isso lhes aconteça, dos que trabalham para isso.

O engraçado desta história é que isto se aplica a muitas outras vertentes. Existem outros exemplos que vemos as probabilidades disse acontecer mínimas. Muito por calculá-las tendo em conta a população e não a amostra que realmente interessa. Focamo-nos muito no risco de falhar e pouco na possibilidade de isso acontecer.

Trabalha para o que queres e, independentemente das probabilidades, faz com que elas fiquem cada vez mais a teu favor. Normalmente, só o teu trabalho o ditará.

Aprender para esquecer

Vale a pena aprender, mesmo que a maior parte disso seja esquecido ao longo do tempo. Hoje vou explicar-te porquê.

O que em tempos te demorou 2 semanas a compreender 80% do objeto de estudo em causa, após alguns anos de esquecimento, a mesma quantidade de objeto de estudo seria compreendida em muito menos tempo. O que esquecemos são os conceitos em si, no entanto, não esquecemos a relação nem a existência deles. Sabemos que outrora trabalhámos neles e para que serviam. Quando voltamos a estudá-los, é preciso apenas reavivar a memória sobre pequenas coisas que despoletam outros conhecimentos associados.

O que aprendemos hoje ajuda a que relacionemos isso com o que vamos aprender no futuro. E mesmo que esqueçamos grande parte, o que não foi esquecido, ainda nos será muito útil. Sobre o que foi esquecido, poderá ser relembrado mais rapidamente.

Tu podes tudo, ou melhor, quase tudo

É comum pensarmos demasiado se devemos ou não fazer algo especificamente, mas é raro pensarmos na imensidão de coisas que podemos realmente fazer. Sendo assim, parece que estamos a trocar os papéis do que merece verdadeiramente o nosso foco.

Mas calma, trago uma boa notícia. Se estás a pensar começar a pensar nisso, venho facilitar-te o trabalho. Milan Cvitkovic escreveu um artigo sobre as diferentes coisas que podemos fazer – “Things you’re allowed to do”. Algumas delas são demasiado óbvias, outras podes dar por ti a nunca teres pensado nisso antes.

O limite é subjetivo. E quando pensas que já não há mais nada a acrescentar à lista, há sempre alguma coisa em falta.

Expandir áreas de conhecimento

Saber de tudo um bocado e saber o que acontece no mundo é importante para a nossa cultura geral. No entanto, temos de procurar esse conhecimento ativamente para o obter. É óbvio que todos temos os nossos gostos pessoais, mas quando lemos ou ouvimos apenas de um assunto, negligenciamos todos os outros.

Cada vez mais tenho tentado ler pela Internet fora artigos diferentes dos quais estou habituado, ou mesmo conhecer pessoas de áreas diferentes às quais eu conheço. Pois a cada artigo novo que leio ou a cada pessoa nova que descubro, uma nova visão do mundo se abre.

E tu? O que já leste de diferente hoje?

Aprende a fazer perguntas

Quando aprendes a fazer perguntas as respostas estão mais próximas. E, a forma como perguntas algo, influencia a sua proximidade.

Isto acontece numa conversa, onde a pessoa que te ouve consegue perceber exatamente o que questionas. Conseguindo responder-te da melhor forma possível. Como também pode acontecer no Internet, sendo talvez esse o lugar onde os benefícios são gigantes.

O Google não sabe o que pensas nem consegue perguntar-te aquilo que tu realmente estás a querer perguntar. Ele fia-se exatamente no que dizes para te dar aquilo que acha que tu queres. Quando consegues passar para ele o que queres da melhor forma possível, vais sempre receber dele o que tanto procuraste.

Aprende a fazer perguntas.

Trabalha focado para seres feliz

Há alguns anos atrás eu li o livro “Deep Work” de Cal Newport. Na altura, foi um livro bastante importante para mim, pois ajudou-me a entender a importância de trabalhar de forma focada numa tarefa de cada vez para conseguir maximizar o trabalho e a sua qualidade no menor tempo possível. Ontem, comecei a ver o episódio de Cal Newport no Podcast de Lex Fridman e ajudou-me a relembrar o porquê de tanta gente querer maximizar a produtividade nas suas horas de trabalho.

Para além da resposta óbvia de querer fazer mais no pouco tempo que temos, existe outra que tende mais para a vertente filosófica. No Podcast, Lex Fridman disse o seguinte:

The days when I’m able to accomplish several hours of work, I’m happy.

Eu identifiquei-me com ele. Não se trata apenas do sentimento de realização de conseguir ter algo feito, mas sim também do facto de perceber que fiz a minha parte ao enfrentar a responsabilidade que tinha em mãos. E, após isso, consigo aproveitar o restante do meu dia nas minhas condições, sem pesos de consciência e sem sentimentos de que poderia ter dado mais de mim.

Blogues que valem a pena ler

Existem milhões de Blogues pela Internet, no entanto, apenas uma pequena percentagem deles são realmente bons. Mas a verdade, é que mesmo sendo essa percentagem pequena, é demasiado grande para conseguirmos acompanhar tudo o que por lá é publicado.

É por isto que penso que seja plausível afirmar que mais vale ler poucos mas bons. Há blogues sobre tudo. Literalmente tudo. E na sua infinidade deles, mesmo na infinidade dos blogues bons, há que acompanhar uns mais de perto. Pois no tempo limitado que temos, mais vale acompanharmos poucos onde sabemos que a informação é de valor, do que acompanharmos muitos e acabarmos por não ler nada que nos agregue.

Seguem algumas sugestões de blogues que acompanho e que sei que quando os leio vou certamente aprender algo:
fs.blog
gwern.net
marginalrevolution.com
paulgraham.com

Dias que valem a pena

Como tudo, existem dias bons e menos bons. Dias em que sabes que tiraste o melhor partido deles, dias em que sabes também que não correram como desejavas. Hoje, definitivamente foi um dia positivo para mim.

Escrevo este artigo pouco antes de baterem as 18h e sinto-me realizado. Consegui trabalhar como desejava e sinto-me completamente desgastado mentalmente, sensação essa que adoro quando sei que a energia foi direcionada para algo bom, como é o caso.

Estes são dias que valem a pena, são dias que não são passados em branco, são dias que sei que me ajudaram a crescer independentemente do quanto seja. Amanhã será outro dia. Espero que seja, pelo menos, igualmente bom.

Um artigo sobre trabalho árduo

Hoje foi um longo dia a trabalhar no Projeto de Investigação. É gratificante saber que um trabalho de seis meses está a ganhar forma, a ganhar vida e que, finalmente, vejo-o com pernas para andar.

Com este trabalho árduo, no decorrer do dia lembrei-me do mais recente artigo de Paul Graham. “How to Work Hard“, como o nome indica fala sobre as variáveis que podemos ter em atenção para conseguir trabalhar mais arduamente e de melhor qualidade.

Certamente este é um artigo que recomenda a que todos leiam. Todos os artigos de Paul são bastante específicos e detalhado. Este não é exceção.