A falácia do recurso perfeito

Este artigo serve de lembrete a todas as pessoas que procuram pelo recurso perfeito para aprender alguma coisa.

A Internet pode tanto ser a nossa melhor amiga, como pode também ser a nossa maior inimiga. Por um lado, é ela que nos permite ter acesso a mil e um recursos, por outro lado, ter acesso a mil e um recursos nem sempre é algo bom.

Como não conseguimos controlar o número de recursos que a Internet nos dá, cabe a nós geri-los e focarmo-nos no que realmente é importante. No entanto, quando temos tanto há nossa disposição, queremos encontrar o melhor. E agora pergunto-te eu: “Entre tantos milhares de recursos, como irás tu saber qual o melhor?

A resposta é: não irás. À medida que vais encontrando recursos, o mais recente vai parecer sempre melhor que o anterior, ou pelo menos, vais encontrar sempre algo novo que o outro não tem. Entrando assim num círculo sem fim.

A boa notícia é que podes evitar isto. Como? – Perguntas tu. – Escolhendo um recurso, trabalhando nele e somente nele.

A verdade é que não interessa que recurso utilizas para aprender alguma coisa. Visto que não é esse recurso inicial que vai determinar se realmente vais ser bom ou não nisso. O primeiro recurso serve para aprender os básicos, e isso, é transversal a qualquer tutorial inicial.

Por isso, pega num recurso. Trabalha nele, e, ao longo da caminho, vai complementando a tua aprendizagem com outros.

Rascunhos públicos

Hoje vi este vídeo da Mariana Gomes no qual ela diz que para ela os vídeos do YouTube são rascunhos. Rascunhos esses que se esmera para roçarem a perfeição, mas no entanto, não deixam de ser rascunhos.

Eu identifico-me com esta visão e é um bocado assim que levo também este Blogue. Para além de trabalhar nele de forma consistente e esforçada, levo-o como um rascunho dos meus pensamentos. Onde todos os dias coloco diante de mim uma folha em branco e escrevo o que me vem à cabeça no momento. E, depois de editada e organizada, a partilho com o mundo.

Mas, porquê ter rascunhos públicos? Porque contam uma história, a tua história, e claro, porque estão sempre disponíveis. Seja um Blogue ou um canal do YouTube, é um local onde está armazenada a tua jornada. Um local onde tanto tu como outras pessoas a podem acompanhar e fazer parte dela. Talvez aprendendo, talvez seguindo ou mesmo talvez começando a sua própria.

Rascunhos públicos são importantes e gratificantes, acredita. Mas só irás realmente entender se tiveres o teu. Este é o meu de hoje.

Um jogo de xadrez diferente

Devido à situação atual, o xadrez rapidamente se tornou um jogo apenas jogado online. O tabuleiro e o conjunto de peças deixaram de ser físicos e os adversários deixaram de ser pessoas e passaram a ser usernames de um site online qualquer. Mas felizmente hoje foi diferente. Hoje joguei o meu primeiro jogo de xadrez presencial desde há uns meses para cá.

Foi uma sensação única que me fez apaixonar uma vez mais pelo jogo. Sentia falta das peças, do adversário à minha frente, do relógico digital a meu lado e da folha onde anoto cada lance. Sentia falta de olhar a meu redor e ver os meus colegas de equipa a darem o melhor de si. Sentia falta da adrenalina, do coração a bater mais rápido quando algo não corre como esperado.

Hoje foi um jogo diferente. Rezo para que um dia isto se torne mais uma vez o normal.

Pessoas que te ajudam a ser mais

Há uma frase que diz “Tu és a média das cinco pessoas com quem mais te dás” e eu acredito muito nela.

A nossa personalidade, as nossas ações e até mesmo os nossos pensamentos são influenciados pelo que ouvimos, pelo que vemos e pelas pessoas com quem nos damos. Já imaginaste o que poderias ser e fazer se te desses com pessoas diferentes?

Com isto, não digo que as pessoas com quem te dás seja um ponto fulcral para mudar a tua perspetiva sobre algo, no entanto acredito que possa ajudar e muito.

Pensa nisso. E, se realizares que te dás com alguém que te ajuda a ser uma pessoa melhor e mais capaz, sê grato por ela.

Ver o copo meio cheio

Cada vez acredito mais que nós criamos a nossa própria realidade. Apesar de não termos controlo sobre muito do que acontece na nossa vida, temos controlo sobre a forma como encaramos as situações.

Ver o que há de positivo em algum infortúnio é uma habilidade importante nos dias de hoje. Percebes que nada te pode parar: se algo corre bem, ficas grato por isso, se algo corre mal, percebe porquê e agradece por não ter corrido pior.

A nossa realidade é sobre como vemos as coisas e não sobre elas realmente. Muda a tua forma de pensar e muda a tua realidade.

Projetos dão-me vida

Os últimos dias têm sido muito atarefados, no entanto têm-me dado vida.

É difícil explicar mas parece que quanto mais a minha vida se encontra repleta de projetos e responsabilidades, mais propósito eu encontro nela. Acredito que haja um limite para esses projetos e responsabilidades, e acredito também que tenha de ser referente a algo que gostas realmente, mas quando eles existem tudo se torna mais claro.

Nessas alturas sei exatamente porque acordo de manhã. Sei exatamente o que quero do meu dia. Posso dizer até que os dias passam mais rápido, pois nem tenho tempo de olhar para o relógio.

Isto para dizer que gosto desta sensação. Gosto de sentir que a cada dia que passa dou um passo em frente em algo com sentido. Agora, cabe a mim preservar este sentimento.

O cansaço e a sua solução

O cansaço é algo que por vezes não é fácil explicar. Quando ando numa correria, ele vai-se acumulando gradualmente e moderadamente, quando me encontro em tempos mortos sem fazer nada, parece que sou atropelado por um camião.

Eu não sei bem porque isto acontece, mas desconfio que seja pela falta de estímulo e novidade. O tempo começa a passar mais devagar, tudo se torna monótono e depois ataca o sono, a moleza e o cansaço.

A boa notícia é que ele pode ser reduzido. E o exercício físico é sempre uma boa solução.

É tudo uma questão de perspetiva

A perspetiva é o que nos ajuda a entender muitas coisas fora da nossa compreensão. Dois exemplos disso são os números e os atletas/artistas de nível mundial.

Comecemos pelos números: olhando para um milhão e para um bilião, à primeira vista, não parece que se encontrem muito longe um do outro. No entanto, quando estes números são colocados em perspetiva, já é outra história. Isto porque um milhão de segundos equivale aproximadamente a 12 dias enquanto um bilião de segundos equivale aproximadamente a 32 anos.

Outro exemplo é a distinção entre pessoas que praticam casualmente algum desporto e outras que o jogam a nível mundial. Este vídeo que vi ontem retrata isso na perfeição. Muitas vezes pensamos que do casual ao topo só vai um salto, no entanto, na realidade, por vezes são décadas de trabalho. E mesmo assim, um número muito limitado de pessoas chega a esse patamar.

A perspetiva é nossa amiga. Ajuda-nos a olhar para o mesmo facto com diferentes olhos. E muitas vezes, só com esses olhos é que conseguimos ver realmente.

Não está fácil, mas nem tudo é mau – PaML #2

Tem sido complicado avançar no meu pequeno projeto de visualização de dados que te contei aqui. No final desta semana houve progressos sobre o meu trabalho de Investigação e tenho trabalhado nele desde então. Pelo que me aparece, esta semana que se avizinha vai ser destinada também a ele.

No entanto, isso não significa que não esteja a aprender. Muito pelo contrário, continuo a aprender e muito! Neste momento tenho feito recortes numas imagens médicas de um dataset e redimensioná-las posteriormente. Com estas imagens, conto utilizá-las para treinar uma rede neuronal para perceber qual será o resultado final. Para realizar isto tenho utilizado a biblioteca Pillow, biblioteca com que já tive algum contacto no passado.

Olhar para trás e ver o que já consegui fazer em relativamente pouco de tempo é muito gratificante, mas ainda não cheguei nem perto ao que realmente quero. Grandes coisas ainda estão por vir.

Tantos livros, tão pouco tempo

Por muito que queiramos conhecer muitas obras, conseguimos apenas realmente conhecer um número muito limitado delas. Para isso, há que escolher precisamente aquelas que merecem realmente o nosso tempo.

Claro que, poderás dizer tu, que consegues ler até vários livros por dia. Aumentando assim, o número de livros que acabas por ler ao fim de uma vida. A questão é: será que leste mesmo? Ou só passaste os olhos?

Ler não ocorre apenas para ser produtivo, ou para mostrar que se leu. Lê-se para absorver e aprender. Sejam 10, 20 livros em vez de 100 ou 200, se esses 20 conseguiram agregar algo de positivo na tua vida, já é uma vitória. A leitura não se baseia em números, baseia-se em histórias. Por isso foquemo-nos em lições e não no número de livros lidos.

Isto implica ter a coragem de abandonar uma leitura quando esta não se identifica connosco. Porque tal como não gostamos de todo o tipo de pessoas e assim escolhemos não nos darmos com elas, também não temos de gostar de todo o tipo de livros.

Lê o que gostas. Lê o que te parece certo. Aprende com isso. E leva histórias para a vida.