O louco pelo tempo

O tempo assusta-me,
Pois o próprio tanto nos dá a vida, como nos priva dela.
“Mais um dia é menos um dia”, dizem eles.
E o relógio continua tic-tac tic-tac.

Penso no tempo como se fosse ter mais controlo nele.
Mas de que me vale?
Ele passa-me por entre os dedos,
E com ele vão as memórias,
com ele vão os momentos,
com ele vai tudo.
E o relógio continua tic-tac tic-tac.

Há coisas que não vale a pena pensar,
Mas acredito que o tempo não seja uma delas,
O que não nos traz de volta,
Dá-nos em perspetiva.
Pois uma vez pensámos que havia sempre um amanhã,
E o relógio sempre continua tic-tac tic-tac.

Será amanhã? Ou será no outro dia a seguir?
Nunca saberemos qual é o último,
E essa também é a magia da vida.
Porque ao contrário deste poema que conseguimos perceber como acaba,
o tempo apenas nos apanha desprevenidos.
E um dia, o relógio não continua.

Momentos de reflexão

Como o exercício de ontem correu tão bem, hoje resolvi fazê-lo novamente. Inicialmente, pensei que não teria grandes assuntos para escrever durante uma hora, mas estava enganado.

Há medida que escrevia ocorriam-me assuntos que estavam em standby para que, quando tivesse tempo, refletisse neles. Parece que este hábito veio na melhor altura. Aproveitei assim não só para refletir neles, como também para escrevê-los detalhadamente de forma a compreender realmente aquilo que pensava.

Muitas vezes negligenciamos os momentos de reflexão. Seja porque não temos tempo, ou pela ignorância de que não valem a pena. Mas eles valem sim a pena. E, quando realizados em junção com a escrita, tornam-se mais eficientes e introspetivos.

Uma hora de escrita matinal

Hoje experimentei algo diferente. Ou melhor, estou a experimentar algo diferente. Neste momento, são 8h30 e estou precisamente a meio da minha sessão de uma hora de escrita.

Nunca fiz algo parecido, por mais estranho que possa parecer, mas agora que estou em casa, e sendo de manhã o período do dia em que me sinto mais vivo e claro, resolvi experimentar.

Ainda só estou a meio e só tenho coisas positivas a dizer em relação a este experimento. Tenho escrito sobre tudo aquilo que me vem à cabeça no momento, sem privar a minha mente de pensar naquilo que quer, nem de privar os meus dedos de escreverem aquilo que querem. Sinto-me um espetador. Um espetador de uma força maior que escreve, talvez o meu consciente e inconsciente, e eu, apenas como forma física, assisto.

Com este espetáculo, contava apenas libertar-me de palavras presas que tinha e, quem sabe, arranjar ideias para futuros artigos e publicações no Twitter. A verdade é que saiu isso e muito mais. Atingi a um nível de flow na escrita que há muito não atingia. Escrevi pensamentos que sabia que tinha que há muito não os passava para o papel. E agora, lendo tudo o que foi escrito, só quero fazer novamente este exercício amanhã.

Ter controlo do tempo

Agora que estou por casa, como escrevi aqui, sinto que tenho finalmente controlo do meu tempo. É complicado sentir isto quando muito dos nossos deveres acabam por depender muito dos outros e também quando eles não podem ser feitos a partir de casa. Mas hoje que sou obrigado a fazer o que tenho de fazer por casa, gosto do sentimento.

Sinto que desde o momento que acordo, ao momento que me deito, o tempo é meu e só meu. Claro que aparecem sempre imprevistos e coisas para fazer que não dependem só de mim, mas estando por casa, consigo articular isso da melhor forma e da forma que me dá mais jeito.

Ter controlo do tempo é sempre bom. Pelo menos, enquanto o estás a controlar ele não te controla a ti.

Testes de Personalidade

Hoje fiz o meu primeiro teste de personalidade. Foi a partir do site 16personalities, achei-o muito completo e posso dizer até que aprendi realmente algumas coisas sobre mim.

Depois de respondidas todas as questões, fui ler o resultado e a explicação para cada traço de personalidade. Identifiquei-me com a grande maioria dos resultados, o que é bom sinal, no entanto, há sempre coisas que não concordo completamente. Apesar de tudo, acho que é importante qualquer um realizar um teste destes. Dadas todas as perguntas que são feitas e todas as conclusões finais, consegue-se aprender realmente algo sobre nós. Algo que temos, algo que somos, mas que não nos apercebemos.

Sei que ao longo dos anos mudei muito, principalmente na minha forma de ver o mundo. Hoje, queria saber qual seria o resultado na altura. No entanto, posso sempre fazer isso no futuro. Vai ser interessante perceber essa evolução.

Aconselho fazer o teste. Não perdes nada e só aprendes sobre ti.

Finalmente tenho tempo! – PaML #3

Nas últimas cinco semanas tenho estagiado em Medicina Nuclear. Isso significa estar fora de casa cerca de dez horas diárias entre estágio, idas para lá e vindas para cá, restando apenas poucas horas no final do dia para trabalhar no Projeto de Investigação e continuar assim a minha jornada em Python e Machine Learning.

No entanto, ontem foi o meu último dia. O que significa que nas próximas semanas vou estar por casa, ainda que com alguns trabalhos para fazer, mas com todo o tempo sob meu controlo.

Hoje foi o primeiro dia assim e senti realmente a diferença. Porque o que consegui fazer no dia de hoje, demoraria-me três ou quatro em dias de estágio fazer.

Bons tempos se avizinham! Cheios de trabalho, cheios de aprendizagem e cheios de entretenimento!

Lições difíceis de serem ensinadas

Já aqui falei, como aprendiz, sobre como é útil aprender com os erros dos outros. Hoje venho falar do outro lado, do lado de quem quer ajudar alguém a não cometer os mesmos erros dele.

Tenho-me apercebido que isto não é tão fácil quanto aparenta. Inicialmente, pensava que estas lições seriam bem-vindas, bem recebidas e até seguidas com relativa facilidade; no entanto, isso não tem acontecido.

Eu percebo que é difícil alguém aceitar algo que ainda não viveu e experienciou, mas por outro, porque não ouvir? Por não dar o benefício da dúvida? Não estou a pedir que aceitem aquilo que lhes dizem, peço apenas que ouçam e pensem por si. A verdade é que isso poderia evitar muitos erros e momentos difíceis no futuro, mas também é verdade que o melhor professor é a vida.

Finalizando, não vou deixar de dar conselhos a quem acho que tiraria bom partido deles. Se não forem bem recebidos, aceito, dou um passo atrás, e deixo ser a vida a ensiná-los.

Tudo se torna mais fácil com as pessoas certas

Ao longo da vida percebi que com quem fazemos as tarefas é mais importante do que escolher que tarefa fazer. E arrisco dizer que isto se aplica a quase tudo.

Seja um trabalho que gostes muito ou um que não gostes tanto, se o fizeres com a pessoa certa, o trabalho vai aparecer feito e bem feito. O processo vai ser mais prazeroso e, no final, todos ficam a ganhar.

Conclusão: escolhe a pessoa certa e tudo se torna mais fácil.

Será mesmo impossível?

A impossibilidade depende do espaço temporal. É impossível hoje, mas pode não ser impossível amanhã. Porque muito do que se diz ser impossível, não significa ser realmente impossível, significa apenas que até agora nunca ninguém conseguiu fazer. E é importante ter isso em mente.

Contente, mas não satisfeito

Este é um sentimento que tenho muito frequentemente. No entanto, há dias que este sentimento está mais realçado. Hoje foi um desses.

Estar contente com o que se é e com o que se tem é bom sinal. É sinal que somos gratos e que aproveitamos isso independentemente do que seja. No entanto, não há nada de mal em querer mais ou melhor, pelo contrário, é muito bom, pois será esse o teu ‘porquê’ de fazeres aquilo que fazes.

Estar contente mas não satisfeito significa isso mesmo. Significa que estás grato com o que tens e com o que és, mas queres mais, queres melhor. E para isso, não basta apenas querer, há que trabalhar para isso.

Agora é contigo. Se te identificaste, reflete, planeia e executa. Só depende de ti.