Artigos que se escrevem sozinhos

Não vou mentir, há dias que parece que já esgotei os temas que existem para escrever. Não restando nada, não tendo nada sobre que escrever, não tendo nada para dizer. Depois, chego à conclusão que este Blog é mais uma conversa que outra coisa qualquer. E como qualquer conversa, há períodos mais e menos ricos.

Dito isto, haverá dias que vou conseguir falar comigo passando-te algo de valor, mas haverá outros que isso não vai acontecer. Vais apenas ler palavras soltas tentando entenderem-se umas às outras, enquanto tu e eu assistimos a tudo de fora. Este é um desses casos.

Por vezes penso como seria se os artigos se escrevessem sozinhos. Não porque eu quero deixar de escrever mas continuar a publicar, mas sim porque tenho curiosidade em saber como as palavras se organizassem umas às outras se lhes fosse dadas liberdade total.

Acredito também que é por isso que escrevo este tipo de artigos. Penso o menos possível no que escrevo tentando passar a responsabilidade do resultado final para as palavras que o representam. Sendo eu apenas o distribuidor, nada mais.

Mas é pena, hoje ainda não é possível encostar na cadeira, olhar para o ecrã do computador e assistir a uma escrita fluida, natural e imprevisível. Até lá, trabalhamos com o que temos.