A Inteligência Artificial vai aumentar o desemprego?

Como já referido em artigos anteriores, nos últimos 7 meses mergulhei no ramo de Deep Learning para trabalhar num Projeto que otimizasse a qualidade de imagens médicas obtidas por SPECT. Com isto, muito li sobre o assunto e não demorou muito a encontrar pessoas que diziam que a Inteligência Artificial no futuro iria roubar muitos empregos.

A verdade é que sim, isso poderá acontecer sim. A Inteligência Artificial poderá automatizar algumas das funções que são realizadas hoje por humanos, no entanto, acredito que outras, por consequência, aparecerão.

Com o aparecimento da Inteligência Artificial nas várias vertentes, outras funções e trabalhos vão surgir com isso. E mais, não só o número de possíveis profissões poderá aumentar com isso, como também poderá aumentar dada a evolução geral da sociedade. Por exemplo, hoje existem profissões que há 10 anos atrás não eram sequer imaginadas, dada a força que a Internet fez na nossa rotina.

Resumindo, algumas profissões poderão desaparecer mas muitas outras aparecerão. Sei que este é um tema delicado. A Inteligência Artificial tem de ser utilizada eticamente, no entanto, acredito que ela poderá trazer mais benefícios que malefícios.

Duas citações de filmes

As minhas duas citações preferidas em filmes são de um filme apenas: Whiplash.

A primeira passa-se num jantar de família, em que Andrew, a personagem principal do filme, fala sobre a sua própria visão de sucesso.

A segunda passa-se num bar entre uma conversa entre Andrew e Fletcher, o maestro. Nessa conversa, Fletcher explica a Andrew o que significava realmente o seu trabalho. Pois não se limitava apenas a dirigir uma banda.

Um filme que vale muito a pena ver.

É oficial, estou licenciado!

Hoje apresentei o último trabalho da Faculdade. Quando acabei, tudo o que vivi nestes 4 anos passou-me à frente dos olhos de relance. É difícil explicar.

Estranho como há 4 anos atrás estava à entrada da Faculdade a pensar como seria a minha jornada por lá, e agora, 4 anos depois, estou a terminar a pensar como será a minha vida depois dela.

Foi uma jornada cheia de pontos altos e baixos, no entanto, tenho a certeza que a acabei num ponto alto. Acabei a licenciatura a trabalhar num projeto que gosto e que, quem sabe, vou dedicar a minha vida a estudá-lo. É uma ideia. Mas no futuro logo se vê.

Nos próximos dias quero apenas descomprimir e voltar à baseline. Os últimos dias foram mais desgastantes que o normal, e com o fim da licenciatura, mereço e preciso de algum tempo para recarregar baterias.

Saber falar com pessoas

Para além do que se diz, é importante saber como se diz. Uma coisa complementa a outra e nenhuma delas é eficaz sozinha.

O modo como se diz as coisas depende de pessoa para pessoa. Não dá para aprender e generalizar para todas. Cada caso é um caso e cada caso é especial à sua maneira.

Saber falar com as pessoas não é apenas algo pré-adquirido, aprende-se. Aprende-se e adapta-se não só a partir das pessoas, como do tempo, do momento e do lugar.

Porque fazemos o que fazemos?

Existem momentos em que esquecemos o porquê de fazermos o que fazemos. Porquê acordar cedo? Porquê trabalhar? Porquê tanta disciplina?

Se na rotina diária conseguimos fazer aquilo a que nos comprometemos fazer, é sinal que não houveram imprevistos. É sinal que conseguimos fazer o que queríamos sem que algo se metesse no caminho. E, no final do dia, estamos mais perto do que tanto almejamos.

Os esforços diários servem para diminuir os sofrimentos desnecessários do futuro. Se conseguimos, no presente, fazer algo para que o futuro seja um bocadinho melhor, porque não fazê-lo? Porque não pegar em nós e fazer algo útil para nós? Não só nos estaríamos a ajudar, como estaríamos a ajudar quem nos quer bem. No final, todos ganhamos.

Trabalha hoje e colhe os frutos desse trabalho no futuro.

Projeto de Investigação entregue – PaML #10

Ontem à noite entreguei o Projeto de Investigação no qual tenho trabalho no decorrer dos últimos sete meses. Agora entregue, vejo tudo aquilo que aprendi e tudo aquilo que se passou neste período de tempo… e sinto-me orgulhoso.

Este projeto teve o objetivo de aplicar uma rede neuronal GAN (Generative adversarial network) para otimizar a qualidade de imagens de perfusão do miocárdio obtidas por SPECT (single photon emission computed tomography). Quando o comecei não fazia ideia no que me estava a meter, escolhi-o por achar o tema interessante, e dei por mim a encontrar uma área onde sei que quero investir no futuro.

Nestes meses eu aprendi Python, aprendi os básicos de Machine Learning e, com ajuda, apliquei modelos de Deep Learning. É incrível como em tão poucos meses se pode aprender tanto. O que é preciso é que se goste do que se faz. E, independentemente do resultado do Projeto de Projeto de Investigação, não poderia estar mais feliz e orgulhoso com o conseguido.

A luz ao fim do túnel

Como qualquer grande jornada que se aproxima do fim, esta também me colocou a pensar. Vejo a licenciatura a chegar ao fim e olho para trás para ver tudo o que aconteceu nestes quatro anos. E que jornada que foi…

Estou orgulhoso do percurso que fiz e do que aprendi. Sei que ainda não acabou, mas faltando menos de uma semana para ser oficial, sinto que já não há muito mais a viver, pondendo tirar conclusões concretas do que se passou.

Ainda olhando para trás, vejo que fiz muita coisa bem e outras que fiz menos bem. Mas isso é como tudo. No entanto, sei que estou numa boa posição, tanto fisicamente como psicologicamente, para continuar a aprender e evoluir tanto como pessoa, tanto como profissional. Não é por acabar uma licenciatura que vou querer deixar de aprender e encostar-me a um lugar qualquer vendo a vida a passar por mim. Longe disso. Ainda só agora comecei.

Grandes coisas ainda se avizinham. E quando pensamos que a licenciatura é um grande marco nas nossas vidas, a longo prazo, talvez seja o menor deles. Mas só o futuro o dirá e isso só dependerá de ti.

Não sacrifiques horas de sono

Daqui a uma semana estou oficialmente licenciado. Os últimos trabalhos têm sido mais que muitos para o tempo que temos e, consequentemente, tenho sacrificado algum sono para conseguir submetê-los a tempo. Dado isso, hoje foi um dia em baixo.

Desde manhã que sinto a cabeça pesada. Não só sinto os meus reflexos mais lentos, como também o meu pensamento mais deturpado e pouco criativo.

Sacrificar o sono voluntariamente não é inteligente. Principalmente se for feito para trabalhar mais. Há situações que não há outra solução, mas essas são situações pontuais. No entanto, quando feito regularmente, prejudica mais do que beneficia.